No compasso secreto das ilhas No compasso secreto das ilhas
Cachoeira Olo’upena, ilha de Molokai, Havaí, Estados Unidos
A Ilha de Molokai emerge do Pacífico como um segredo antigo: vales estreitos, alguns dos penhascos mais altos do mundo e cachoeiras como a Olo’upena Falls, com seus quase mil metros, visíveis apenas por ar ou mar. Formada por atividade vulcânica há mais de um milhão de anos, a ilha ocupa cerca de 670 km². Aqui, o tempo segue o ritmo da hula (dança tradicional havaiana), da pesca artesanal e das narrativas transmitidas por gerações que mantêm a ilha viva, íntegra e sem multidões.
Do outro lado do oceano, a Ilha do Cardoso, em São Paulo, ensaia a mesma coreografia em outro palco: 82 km² de falésias dramáticas, enseadas inacessíveis e manguezais preservados que criam refúgios de biodiversidade. Aqui, comunidades caiçaras vivem de pesca e mariscagem, rejeitando construções há mais de seis décadas. O tempo é medido pela maré e pelo dia de trabalho dos pescadores. Molokai e Cardoso, cada uma a seu modo, dizem o mesmo: quando a pressa fica do lado de fora, a natureza estabelece o ritmo — e a cultura encontra espaço para florescer.
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