Aniversário do Parque Nacional do Grand Canyon
Hoje o Parque Nacional do Grand Canyon, criado em 1919, está soprando velinhas. A imagem de hoje, feita no Arizona, Estados Unidos, é resultado não da pressa, mas da constância. Há milhões de anos, o Rio Colorado esculpe camadas de rocha, formando um abismo que pode passar de 1,8 quilômetros de profundidade e que muda de cor e leitura a cada estação.
Do outro lado do continente, o Brasil reflete essa persistência natural no Parque Nacional de Aparados da Serra. Aninhados entre Rio Grande do Sul e Santa Catarina, seus paredões de até 700 metros ladeiam trilhas à beira do abismo. O Cânion Itaimbezinho não compete em escala — se estende por cerca de 5,8 quilômetros, frente aos 446 do Grand Canyon — mas segue a mesma equação: água insistente, eras sucessivas, paisagem grandiosa e em contínua transformação. Nos dois parques, mirantes, trilhas guiadas, céus perfeitos para astronomia e até webcams conduzem ao mesmo ensinamento essencial: rios não correm para impressionar — correm para desenhar e redesenhar o planeta.