Raposa-voadora-de-cabeça-cinzenta com filhote, Parque Yarra Bend, Austrália (© Doug Gimesy/Nature Picture Library)
No Dia Internacional de Apreciação dos Morcegos, é hora do turno da noite. Esses mamíferos alados não merecem a fama de vilões: das mais de 1.400 espécies espalhadas pelo mundo, só três se alimentam de sangue — e todas estão no Brasil, que ocupa o segundo lugar em diversidade global. A maioria, porém, prefere um cardápio bem mais variado, feito de insetos, frutos ou néctar.
A cena da imagem vem do Parque Yarra Bend, na Austrália, onde uma raposa-voadora-de-cabeça-cinzenta transporta seu filhote durante o voo. Grande, ágil e orientada por visão e olfato, ela percorre quilômetros em busca de alimento e, como uma jardineira aérea, espalha sementes pelo caminho. Assim, de forma quase invisível, esses animais ajudam a manter ecossistemas em funcionamento há mais de 50 milhões de anos. Diferente da ficção, o verdadeiro Bat-Sinal é discreto: aparece nas árvores que crescem, nas flores que vingam e no equilíbrio que persiste.